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Mestres da Meditação

Postado por Hebanú

ATISHA

Atisha foi um grande erudito e mestre de meditação indiano, abade do monastério budista Vikramashila na época em que o budismo mahayana florescia na Índia. Quando foi para o Tibet, ajudou a restabelecer o budismo no país.

O mestre viveu entre 982 e 1054, sua linhagem ficou conhecida Kadampa. Lâmpada sobre o caminho para alcançar a iluminação está entre os seus maiores ensinamentos e foi incluido no livro Iluminando o Caminho do Dalai Lama. De suas inúmeras pérolas reproduzo o famoso diálogo que teve com um de seus mais importantes discípulos, Dromtönpa.

Em resposta ao ensinamento absoluto ATISHA disse:

De todos os ensinamentos, o absoluto é a vacuidade, da qual a compaixão é a própria essência. É como um remédio muito poderoso, uma panacéia que pode curar cada doença do mundo. E assim como esse poderoso remédio, a realização da verdade da vacuidade — a natureza da realidade — é o remédio para todas as diferentes emoções negativas.

Resssalta ainda: Aquele verdadeiramente realizar a vacuidade, se tornará livre do apego. Se alguém chegar ao ponto de não sentir desejo ou apego por qualquer coisa de dentro ou de fora, terá sempre generosidade transcendente. Estando livre do desejo e do apego, você nunca será maculado pelas ações negativas e sempre terá a disciplina transcendente. Sem quaisquer conceitos de "eu" e "meu, você não terá raiva, então sempre terá a paciência transcendente. Com sua mente verdadeiramente feliz pela realização da vacuidade, você sempre terá a diligência transcendente. Sendo livre da distração, que vem do apego às coisas como sendo sólidas, você sempre terá a concentração transcendente. Com você não conceitualiza qualquer coisa em termos de sujeito, objeto e ação, você sempre terá a sabedoria transcendente.

E finaliza:

Realizar que a mente é a consciência indivisível da vacuidade é a visão. Manter esta realização na mente em todos os momentos e nunca se distrair dela é a meditação. Praticar as duas acumulações como sendo uma ilusão mágica dentro deste estado é a ação. Se você fizer uma experiência viva desta prática, ela continuará em seus sonhos. Se ela vier no estado dos sonhos, ela virá no momento da morte. E se ela vier no momento da morte, ela virá no estado intermediário entre a morte e o renascimento. Se ela estiver presente no estado intermediário, você pode estar certo de que atingirá a realização suprema.

Atisha é autor de "Luz para o Caminho", o primeiro texto sobre as etapas do caminho, o texto original do Lamrim, que acabou tornando-se um dos fundamentos da instrução Lamrim posterior. Sua tradição tornou-se conhecida como Tradição Kadampa.

LU TSU

Cerca de mil anos atrás, vivia um sábio chamado Lu-tsu, que tinha passado o exame de segundo grau. Ser um homem ambicioso, ele partiu para a capital , que será examinado para o passado ou maior grau, e em sua jornada, ele parou em uma estalagem. Ele estava muito cansado, pois tinha feito uma longa marcha. Um funcionário entregou-lhe um travesseiro para descansar, enquanto o jantar estava sendo preparado, e o estudioso em breve adormeceu. Sonhava que ele tinha passado no exame, e foi designado para ser um oficial do governo. Ele foi promovido rapidamente, até que finalmente ele foi primeiro-ministro. Então ele sonhou que ele era um homem velho, e que era seu aniversário. Ele estava apenas comemorando com seus filhos e seus filhos, e seus amigos quando ele acordou. Quando o empregado entrou com Lutsu disse: "Então você tem sido primeiro-ministro, não é?" "Você deve ser um dos gênios", respondeu o sábio, "para que você adivinhou-lo." O servo respondeu: "Eu não vejo por que você deve estar decepcionado que era apenas um sonho. Suponhamos que seu sonho se tornou realidade? Quando a morte chega, o que é tudo um sonho?" Lu-tsu começou a refletir sobre o que o servo tinha dito, e, finalmente, ele chegou à conclusão de que o homem estava certo. Ele fez a sua mente a desistir de seus planos de ambições, e para fazer o seu melhor para ser um bom homem. O servo adivinhou o Lu-tsu estava pensando, pois ele disse: "Se você deseja ser um homem bom, eu vou ensinar você um segredo por meio do qual você pode mudar qualquer coisa que você em ponto de ouro. Então você pode ajudar a pobres, e não outros actos tipo. " "Será que o ouro sempre voltar à sua condição anterior?" Lu pediu-tsu ". Sim, depois de muitos anos." "Nesse caso, eu não quero saber o seu segredo", disse o estudioso, "porque eu não gostaria de fazer um homem feliz, se ele deve estar desapontado depois." "Por quê", exclamou o funcionário, que foi realmente um dos gênios, "se você é tão honesto companheiro um agora, vou transformá-lo em um de nós." Ele era como bom quanto sua palavra, e Lu-tsu foi imediatamente promovido ao posto de deus da medicina.

PANTAJALI

Pantajali, nasceu em Bharata (Índia), no ano 250 antes de Cristo. Seu pai e sua mãe era Angiras Gonika (emanação de Sati).

Pantajali reviveu com entusiasmo a antiga tradição iogue da cultura hindu e ainda deu novo impulso meditativo a essa tradição, popularizando-a. Dezenas de influentes mestres religiosos surgiram nas gerações que se seguiram à inspiração inicial de Pantajali. Ainda hoje, inúmeros professores de ioga atribuem suas raízes meditativas a ele ou a seus discípulos

Patajanli viveu como um yogi ensina-nos o seu aprendizado o tempo que sua raça mestre de Kapila Hiranyagarbha o fundador da Sankhya. Eu também tinha uma vida social normal ao se casar com Lolupa que era sua única esposa, tendo um filho para Nagaputra, que segundo a tradição Naga tornou-se seu sucessor e já foi Naganand professor que ensinou em yoga em Nagaland. Outro discípulo de Patanjali e Nagaputra foi o lendário guru do Samkriti Dattatreya, que escreveu tratados de Yoga Darshana.

Gonika Hiranyagarbha era o pai do avô foi Patanjali.

Uru e Agneyi foram os pais e os avós paternos Angiras Patanjali

Hiranyagarbha foi uma manifestação de Brahma e Agneyi era filha de Agni como a tradição Naga

PÁTAÑJALI descreveu a filosofia do Yoga em seu Yoga-Sútras, uma coleção de aforismos escritos por volta de dois mil anos atrás. Embora estes Sútras abarquem tamanha antiguidade, eles ainda são o estudo mais profundo e abrangente desta tradição. Pátañjali desenvolveu uma abordagem iluminada da psique humana desvelando o enigma da existência. Ele demonstrou como, através da prática do Yoga, todos os seres podem se transformar, desenvolvendo maestria sobre a mente e as emoções, obstáculos ao desenvolvimento espiritual e como se obter o verdadeiro objetivo do Yoga: kaivalya, i.e. a liberação da escravidão mundana, dos desejos e ações, bem como a união com o divino.

Sobre a obra de Pátañjali existem tantas dúvidas quanto em relação à sua vida. Dançarinos fazem-lhe oferendas antes das apresentações, pois é tido como o patrono de algumas danças indianas. Alguns autores o identificam com o autor de um famoso tratado sobre Ayurveda, o sistema de saúde indiano. Outros, com Pátañjali 'o gramático', autor do Mahábháshya, o Grande Comentário da gramática de Pánini, em uso ainda hoje. Essa obra redefiniu as regras do sânscrito, aumentando o vocabulário e transformando esta língua num instrumento mais preciso e efetivo, e ao mesmo tempo mais sutil e poético, capaz de expressar qualquer aspecto do pensamento humano.

SHIVA

SHIVA, é o deus da renovação. As vezes ele é visto como NATARAJA – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação. Sua mão estendida representa sua força superior, e o pé levantado simboliza a liberação. .Ele dança sobre um demônio que representa a escuridão e o mal, estando assim, acima da ignorância e de todo mal, e em seu braço direito há uma serpente demonstrando que SHIVA domina todas as riquezas naturais. As lendas dizem que o rio Ganges nasce de sua cabeça. SHIVA é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos mui facilmente. As vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga. SHIVA é o senhor de DURGA – a deusa da natureza material – e é transcedental a qualquer desejo ou ilusão material . Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte

SHIVA, possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. Dizem os orientais que SHIVA protege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males

SIDDHARTHA GAUTAMA (BUDA)

Sidarta nasceu no ano de 560 aC e era filho de um rei do povo Sakhya que habitava a região da fronteira entre a Índia e o Nepal. Buda viveu durante o período áureo dos filósofos e um dos períodos espirituais mais incríveis da história; foi contemporâneo de Heráclito, Pitágoras, Zoroastro, Jain Mahavira e Lao-Tsé.

No palácio, a vida de Gautama era cercada de conforto e paz. Casou e teve um filho, mas vivia totalmente protegido de contato com o exterior, por ordem de seu pai. Uma tarde, fugindo dos portões do palácio, o jovem Gautama viu 3 coisas que iriam mudar sua vida: um ancião que, encurvado, não conseguia andar e se apoiava num bastão, um homem que agonizava em terríveis dores devido a uma doença interna, um cadáver envolvido num sudário de linho branco. Essas 3 visões o puseram em contato com a velhice, a doença e a morte, conhecidas como "as três marcas da impermanência", e o deixaram profundamente abalado. Voltando para o palácio, ele teve a quarta visão: um Sadhu, um eremita errante cujo rosto irradiava paz profunda e dignidade, que impressionou Gautama a tal ponto que ele decidiu renunciar à sua vida de comodidade e dedicar o resto de sua vida à busca da verdade.

Abandonando o palácio, ele seguiu de início a senda do ascetismo, jejuando até que se convenceu da inutilidade destas práticas, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando com os filósofos da região e continuava insatisfeito. Por fim, em uma de suas viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira e tomou a resolução de não sair de lá até ter alcançado a iluminação. Durante 49 dias ele permaneceu sentado à sobra da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da mente até atingir a Iluminação, um estado chamado nirvana. Desde então foi chamado de Buda (o que despertou) ou Shakyamuni (o sábio dos shakyas). Seus ensinamentos nascidos dessas experiência são conhecidos como o Caminho do Meio, ou simplesmente o dharma (a lei). Do momento em que atingiu o nirvana, aos 35 anos de idade, até sua morte, aos 80, Buda viajou ininterruptamente por toda a Índia, ensinando e fundando comunidades monásticas.

Buda ensinou o dharma a todos, sem distinção de sexo, idade ou casta social, em seu próprio idioma, um dialeto do nordeste da Índia, evitando o sânscrito empregado pelos hinduístas e eruditos, que era um símbolo de uma casta que não significava sabedoria, pois os brâmanes tinham cargos hereditários. Costumava recomendar a seus discípulos que ensinassem em suas próprias línguas, de forma que a doutrina foi ficando conhecida em vários países.

Suas últimas palavras foram: "A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação".

ZARATUSTRA

Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome, Zωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro), foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330) a.C. A
Zaratustra foi o primeiro fundador de uma religião na história. Foi o primeiro a predicar o monoteísmo. Foi o primeiro que proclamou uma mensagem para TODOS os mortais – uma mensagem universal. Foi o primeiro a anunciar a igualdade de todos sem ter em conta a raça, o género, a classe ou a nacionalidade. No momento em que a humanidade pouco mais estava do que além da Idade da Pedra, quando a força determinava o que era correcto, Zaratustra proclamou que um líder deve ser "eleito" com base na sua retidão, sendo por isso o primeiro na História que disseminou as sementes da democracia!
Zaratustra preoclamou ter recebido a visão de Deus, um Deus que ele chamou de Mazda Ahura, ou seja, o Deus Sábio. O seu Deus é o que ama a sua criação vivente e deseja promover o seu bem-estar, a sua vivacidade e preservá-la. Ele quer que os mortais o ajudem activamente e trabalhem como seus colaboradores nesta tarefa de promoção e preservação da sua "Boa Criação". Este "Mantran" foi assim o primeiro a apresentar-nos há uns 3700 anos o conceito de "Ecologia".
Nos Gathas a mensagem sublime de Zaratustra à humanidade é tão simples que está contida num pequeno livro de 17 canções chamado "Os Gathas de Zarastustra". A palavra "Gatha" significa canções ou hinos. Mesmo assim, este pequeno livro contém muitas verdades profundas e únicas. Para compreendê-las é necessário entender certos conceitos dos Gathas.

OSHO

Osho nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Filho mais velho de um modesto mercador de tecidos, passou os sete primeiros anos de sua infância com seus avós, que lhe davam absoluta liberdade para fazer o que bem quisesse, apoiando suas precoces e intensas investigações sobre a verdade da vida. Desde cedo foi um espírito rebelde e independente, desafiando os dogmas religiosos, sociais e políticos, e insistindo em buscar a verdade por si mesmo, ao invés de adquirir conhecimentos e crenças impingidos por outros.

Sua intensa busca espiritual chegou a afetar sua saúde a ponto de seus pais e amigos recearem que ele não vivesse por muito tempo. Após a morte do avô, Osho foi viver com seus pais em Gadawara. Sua avó mudou-se para a mesma cidade, permanecendo como sua mais dedicada amiga até falecer em 1970, tendo se declarado discípula do neto.

Aos 21 anos de idade, no dia 21 de março de 1953, Osho tornou-se iluminado. Com sua iluminação, ele disse que sua biografia externa terminara. Nessa oportunidade comentou: "Não estou mais buscando, procurando por alguma coisa. A existência abriu todas as suas portas para mim. Nem ao menos posso dizer que pertenço à existência, porque sou simplesmente uma parte dela... Quando uma flor desabrocha, desabrocho com ela. Quando o Sol se levanta, levanto-me com ele. O ego em mim, o qual mantém as pessoas separadas, não está mais presente. Meu corpo é parte da natureza, meu ser é parte do todo. Não sou uma entidade separada."

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar, com as honras de "primeiro lugar". Na época de estudante foi campeão nacional de debates na Índia. Em 1966, depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo e passou a viajar por todo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o "status quo".

Em 1968, ainda com seu primeiro nome espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Organizou regularmente "campos de meditação", onde introduziu a sua revolucionária Meditação Dinâmica. Em 1974 inaugura o "ashram" de Poona, e sua influência já atinge o mundo inteiro. Ao mesmo tempo, sua saúde se fragilizava seriamente.

Osho se recolhia cada vez mais à privacidade de seus aposentos, aparecendo apenas duas vezes por dia em suas palestras matinais e, à noite, em sessões de aconselhamento e iniciação.

Em maio de 1981, Osho parou de falar e iniciou uma fase de "comunhão silenciosa de coração-a-coração", enquanto seu corpo, seriamente enfermo, com graves problemas de coluna, descansava. Tendo em vista a possibilidade de que fosse necessária uma cirurgia de emergência, Osho foi levado aos Estados Unidos. Seus discípulos americanos compraram um rancho no deserto do Oregon e convidaram-no a ir para lá, onde recuperou-se rapidamente.

Uma comuna logo estabeleceu-se ao seu redor, formando a cidade de Rajneeshpuram. Em outubro de 1984, Osho voltou a falar a pequenos grupos e, em julho de 1985, reiniciava seus discursos a milhares de buscadores, todas as manhãs.

Em setembro de 1985, a secretária pessoal de Osho deixa a comuna, repentinamente, seguida por vários membros da administração, vindo com isso à luz todo um conjunto de atos ilegais cometidos por esse grupo. Osho convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias. Tirando proveito dessa oportunidade, as autoridades aceleraram sua luta contra a comuna.

Em 29 de outubro de 1985, Osho foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado - normalmente um vôo de cinco horas - demorou oito dias. Por alguns dias ninguém soube do seu paradeiro. Em meados de novembro, seus advogados aconselharam-no a confessar-se culpado por duas das trinta e quatro "violações de imigração" das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse maiores riscos nas garras do sistema jurídico americano. Osho concordou. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos.

Deixando o país no mesmo dia, Osho voou para a Índia em avião particular, onde permaneceu em repouso nos Himalaias. Uma semana mais tarde, a comuna do Oregon resolveu dispersar-se. Nessa época, Osho enfrentou uma verdadeira "via crucis" para poder fixar-se num lugar, pois onde quer que tentasse estabelecer-se tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.

Em julho de 1986 Osho voltou a Bombaim, na Índia, onde ficou hospedado por seis meses na casa de um amigo indiano. Na privacidade da casa de seu anfitrião, ele retornou aos seus discursos diários.

Em janeiro de 1987, mudou-se para o seu "ashram" em Poona, onde vivera a maior parte dos anos 70. Imediatamente após sua chegada, o chefe de polícia de Poona ordenou-lhe que deixasse a cidade, sob a alegação de que era uma "pessoa controversa" que poderia "perturbar a tranqüilidade da cidade". Tal ordem foi revogada no mesmo dia pela Suprema Corte de Bombaim..

No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de seiscentos e cinqüenta títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.

Ele diz: "Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Por isso, a minha mensagem não é uma simples comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos do que a morte e o renascimento."

De Sigmund Freud a Chuang Tzu, de George Gurdjieff a Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore, Osho extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial..

Osho deixou seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Algumas semanas antes dessa data, foi-lhe perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: "Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver... As pessoas que permanecerem interessadas em meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém..."

A comuna que cresceu à sua volta floresce em Poona, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem, durante o ano inteiro, para participar das meditações e dos outros programas lá oferecidos.